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Sobrevivência
na Selva - As dificuldades na selva
equatorial são extremas: o isolamento, os grossos pingos de água que
caem das copas das árvores, o zumbido e as picadas constantes e
incômodas dos insetos, os animais selvagens, a terra molhada coberta de
folhas e troncos de árvores mortos que dificultam a locomoção, a
elevada umidade atmosférica onde se proliferam inúmeras doenças
tropicais, enfim, a morte muito próxima em todas as situações, havendo,
ainda, a quase impossibilidade do estabelecimento de um sistema de
comunicações.
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Sobrevivência no Deserto – “A
maioria das pessoas desconhece como é difícil sobreviver no deserto”,
explica Amado Marcelo Coelho, da Cruz Vermelha Mexicana, da unidade
móvel baseada na cidade de Altar, México. “A temperatura faz com que
tudo fique ainda pior entre os meses de abril e agosto, época do
verão”, diz o policial Andy Adame. É o pior dos mundos: dias
terrivelmente quentes e noites horrivelmente frias. “Vi mães
dolorosamente agarradas a seus filhos, ambos mortos pelo frio”, conta
Adame. O paramédico Coelho afirma que um dos maiores problemas dos que
se aventuram à travessia é a desidratação. “É comum encontrarmos
pessoas que perdem o raciocínio por completo por causa da sede. Elas
escavam a terra com as mãos à procura de água ou tentam esfriar o
cérebro enfiando a cabeça na terra”, diz Adame. “Quando identificamos
um grupo fazendo movimentos em círculos, é certo que ele está perto da
morte”, garante. -
Ver
matéria completa
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Perguntas mais
Freqüentes
sobre
curso de sobrevivência.
"Quem
não pergunta não quer saber;
quem
não quer saber quer errar"
FAQ - SANH
O mais completo curso
e treinamento de SOBREVIVÊNCIA EM
AMBIENTES NATURAIS HOSTIS E SITUAÇÕES ADVERSAS.
Perguntas
e chiliques mais comuns
Respostas
mais incomuns - ®
“O óbvio pode ser
iluminador quando percebido de modo incomum.” — "Ismael" (personagem de Daniel Quinn)
P.: Por que estudar sobrevivência?
R.:
-
Sobrevivência
é uma ciência e se chama Epibiologia.
-
Sobrevivência
é nossa primeira necessidade.
-
Sobrevivência
é nossa rotina de vida.
-
Sobrevivência
é a extensão do tempo de vida.
-
Para
morrer, não precisamos fazer nada. Para viver, precisamos fazer muito.
-
Nossa
vida pessoal é única, frágil, perecível e irrecuperável se perdida.
-
Você aplicará o
conhecimento imediatamente em sua vida, evitando e solucionando
problemas, independentemente de onde e com o quê trabalhe.
-
Sobrevivência
é mais importante do que ter uma profissão. Se você não sobreviver, não
terá profissão nenhuma.
-
Treinamento em
Sobrevivência pode prevenir o alto custo social das mortes prematuras.
-
Porque
o
mundo não é um lugar seguro. A insegurança mundial aumenta com o
progresso do crime e conspirações internacionais organizadas, com a
exaustão dos recursos naturais e devido à lei natural da
entropia.
-
O
conhecimento de sobrevivência aumenta nossa segurança psicológica
evitando atitudes desesperadas e catastróficas. É melhor saber e não precisar do que precisar
e não saber, pois a natureza não se adaptará a você, você é quem terá
que se adaptar a ela.
-
Cada
ambiente tem características distintas do outro, nos exigindo adaptação
imediata.
-
O
despreparo e o desconhecimento de si mesmo e do ambiente limitam e
frustram nossas experiências com lazer, esporte e turismo.
-
Situações de
emergência são surpreendentes e podem provocar grandes perdas, exigem
conhecimento prévio e geralmente não nos dão segunda chance, portanto,
esteja preparado.
-
"Muita gente
'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é
que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
-
Sobrevivência não é
uma opção de vida, mas uma condição de vida, uma necessidade universal.
Continuar vivendo apesar das circunstâncias desfavoráveis e difíceis.
Se é algo contínuo, então a cultura da sobrevivência se aplica ao
dia-a-dia, e não apenas a situações de risco de vida, estado de
necessidade, calamidades, guerras ou situações limítrofes de
sobrevivência.
P.: Qual é o propósito maior do treinamento de
sobrevivência?
R.: Despertar, nos mais
acomodados e alienados, o interesse pela cultura da preparação e
prevenção pessoal contra situações adversas que podem colocar em risco
nossa sobrevivência. O desenvolvimento de nossas capacidades, perícia,
técnica, autocontrole, resistência. Ao aumentarmos o nosso conhecimento
a respeito de um determinado assunto, o medo do desconhecido vai
diminuindo. Assim podemos evitar o pânico, pior inimigo do
sobrevivente. O conhecimento é o antídoto contra o medo. Também
ensinamos improvisos, muito necessários em situações de ausência de
recursos. A quebra de mitos, tabus e paradigmas errados é outro
objetivo dos cursos de sobrevivência. O fato de você saber o que fazer
não garante que você se dará bem, mas o fato de você não saber o que
fazer já é uma grande chance de você se dar mal. Muitas vezes, saber o
que não fazer pode ser tão ou mais importante do que saber o que fazer.
P.: Quais são os benefícios pessoais diretos para quem
faz um curso de sobrevivência?
R.:
Benefícios do curso e treinamento em sobrevivência:
(▲) = aumenta/melhora...
▲ a consciência
de si mesmo e do ambiente;
▲ o
discernimento entre utilidade e inutilidade;
▲ o domínio de
si mesmo, físico, racional e emocional;
▲ a
autoconfiança e a noção de limites;
▲ a capacidade
de realização de tarefas;
▲ a capacidade
de administração do tempo;
▲ o
racionamento de energia;
▲ a segurança,
os níveis de atenção e estado de alerta;
▲ a velocidade
na tomada de decisões;
▲ o quociente
de adversidade e a independência;
▲ o respeito
pelo meio ambiente;
▲ a comunicação
com a equipe / liderança.
P.: Porque preciso treinar se muitas pessoas já
retornaram de situações de risco sem esse tipo de treinamento?
R.: E porque não treinar?
Não treinar é melhor? _ É tão fácil e provável errar quando se faz algo
pela primeira vez que geralmente é o que acontece, e há situações que
não darão a você uma segunda chance. Então é muito melhor errar em um
treinamento assistido por instrutores competentes do que errar em uma
situação real de sobrevivência. Ignorância só nos traz felicidade por
algum tempo. A parte que ignoramos é muito maior que tudo quanto
sabemos. Aprende com os erros dos outros - nunca viverás o suficiente
para cometer todos eles tu mesmo. O bom juízo vem das experiências.
Infelizmente, a experiência normalmente é resultado de más decisões. Não
é porque as coisas são difíceis que não nos arriscamos; é porque não
nos arriscamos que elas se tornam difíceis. Até hoje todos os que
passaram por treinamentos de sobrevivência voltaram muito mais seguros
de suas capacidades. Isso pode fazer muita diferença em uma situação
real.
P.: Mas eu não tenho o hábito de viajar para longe do
ambiente urbano e nem mesmo de viver ao ar livre. Ambientes naturais
hostis, então, nem pensar. Não curto esse tipo de programa.
R.: Os assuntos tratados no
curso não se aplicam somente a ambientes naturais hostis, mas também a
situações adversas, e tais situações são mais comuns do que se pensa.
Perigos não reconhecem fronteiras, e acidentes simplesmente acontecem. Espere
pelo melhor, mas esteja preparado para o pior. Esse curso é voltado
tanto para aqueles que planejam fazer uma viagem ou aventura na
natureza quanto aqueles cuja permanência em um ambiente hostil se dá
por uma causa acidental, em que a falta de equipamentos e suprimentos
impõe a improvisação de meios de fortuna, ou seja, aqueles meios de
sobrevivência improvisados com recursos do próprio ambiente.
P.: Nunca vou precisar disso, pois não me exponho a esse
tipo de situação.
R.: A imortalidade não é,
definitivamente, um atributo dos seres vivos e poucas coisas são, neste
mundo tão dinâmico, definitivas. A Sobrevivência não é uma opção de
vida, mas uma condição, uma necessidade universal, ou melhor, é a
primeira necessidade! Muitas pessoas que enfrentaram algum dia
uma situação de sobrevivência, antes também pensavam que nunca
passariam por isso. É melhor saber e não precisar do que precisar e
não saber, pois a natureza não se adaptará a você; você é quem terá que
se adaptar a ela. Vivendo nas grandes cidades não estamos tão
seguros quanto imaginamos. Basta cortar os serviços públicos essenciais
(água, energia elétrica, telefone, distribuição de gás de cozinha,
coleta de lixo, atendimento hospitalar e segurança pública) e o caos se
instala imediatamente diante da vulnerabilidade de nossas vidas. E um
carro talvez não ajude muito, pois as bombas dos postos de combustível
só funcionam com energia elétrica. Muitos carros ficariam no meio da
rua atrapalhando o trânsito. Os bancos também não funcionariam.
Isso sem falar que mais da metade da população mundial
hoje vive em áreas de grande risco, ou seja, cerca de 4 bilhões
de pessoas, inclusive em grandes metrópoles e em países do primeiro
mundo. As maioria das maiores cidades do mundo, se não ficam às margens
de grandes rios, ficam à beira do mar. 53% dos americanos moram em
cidades litorâneas, e essas cidades poderão ser inundadas por tsunamis
ou quando o nível dos oceanos subir por causa do degelo. Nos outros
países litorâneos, a situação não é muito diferente. Muitas cidades são
atormentadas por outros fenômenos geológicos e climáticos violentos
como terremotos, erupções vulcânicas, inundações, tornados e furacões. O número de pessoas afetadas por desastres
naturais deve aumentar em mais de 50% até 2015 e atingir a média de 375
milhões de pessoas por ano, segundo a organização não-governamental
britânica Oxfam.
Os dados
fazem parte do relatório Direito a sobreviver, divulgado em
22-04-2009. A Oxfam, que combate a pobreza, usou dados do centro
de pesquisa belga CRED, que há trinta anos
coleta estatísticas sobre o impacto de catástrofes naturais no mundo,
como secas e enchentes.
Catástrofes
naturais como as
mortais ondas de calor na região do Mediterrâneo, como as que
mataram cerca de 18 mil pessoas na França em 2003,
e milhares de idosos na Rússia em 2010, podem se tornar
corriqueiras neste século se as tendências atuais de emissão dos gases
do efeito estufa não sofrerem alterações; o Tsunami de 2004, a grande
inundação em Mumbay em 26-07-2005 e o Katrina em New Orleans um mês
depois ilustram bem essa afirmação; e a maioria dos acidentes não é
divulgada. A imprensa do mundo inteiro não daria conta de tanta notícia
ruim por maior que fosse o seu esforço; e também ela não quer dar
só notícia ruim durante os curtos períodos de noticiários. É esse o
cenário em que vivemos, e nem o mais forte otimismo seria capaz de
revogar a lei da entropia. E se
você não for a próxima vítima, ótimo, porque assim poderá ajudar a
próxima! Mas esteja preparado para isso!
A outra parte da
população (que vive em áreas de menor risco) é naturalmente tão
confiante na estabilidade de suas vidas e do meio ambiente que sua
ilusão de segurança as impede de tomarem qualquer iniciativa no sentido
de se prepararem para o pior. O efeito pânico ou paralisante causado
pelo fator surpresa impulsionam reações erradas ou imprecisas que só
agravam a situação. Isso obviamente aumenta bastante a vulnerabilidade
da situação dessas pessoas no dia mau. Muitas dessas pessoas passam por
regiões de grande risco quando viajam sem dar muita importância ao
perigo. As dinâmicas do meio ambiente, da globalização e do
desenvolvimento se encarregam de esparramar as causas e efeitos de
acidentes a qualquer canto do mundo.
P.: É muito arriscado ir para o mato. Tenho medo de ir e
perecer!
R.: O risco é inerente à
própria vida, e não existe nada 100% seguro. Viver é arriscado. Quem
quase morre, vivo é; quem quase vive, morto é! Situações de perigo
não esperam pela nossa chegada, elas parecem saber onde estamos. Existe
também o lado subjetivo no risco. Um local perigoso e isolado não passa
de um potencial de risco para nós, enquanto pessoas alienadas e
ignorantes em qualquer lugar carregam o risco consigo mesmas. Alguém
poderia entrar fumando num depósito de gás e explodir o quarteirão
inteiro, enquanto muitas pessoas bebem e saem dirigindo automóveis
provocando acidentes! Pessoas morrem a todo momento até mesmo dentro de
casa, no trânsito, afogados em piscinas, etc. Se depender dos
pacientes, os hospitais e pronto-socorros nunca estão vazios. E se
alguém o convidasse para ir a um sítio, fazenda ou camping,
provavelmente você iria sem muitos questionamentos, mesmo sem saber
exatamente como é o local. E iria mesmo sem um guia experiente. E até
mesmo locais ao ar livre dentro ou próximos a grandes cidades não estão
isentos de riscos em potencial.
P.: Mas e se, mesmo contra todas as probabilidades, o
pior acontecer?
R.: O histórico dos
treinamentos de sobrevivência anteriores demonstra um baixíssimo número
de acidentes e incidentes devido à segurança das práticas adotadas e à
perícia dos instrutores. Os treinamentos realizados na cidade de
Contagem, (que fica a menos de uma hora de carro do grande Hospital de
Poli-traumatismo HPS João XXIII e do Hospital Policlínico Odilon
Behrens em BH) são acompanhados por socorristas experientes, equipados
com um kit profissional de primeiros socorros, prontos para intervir em
algum eventual acidente e até mesmo remover a vítima para o hospital,
se necessário. Os instrutores e o coordenador também são socorristas.
Também é feito um seguro contra morte acidental, invalidez permanente
total ou parcial por acidente e despesas médico-hospitalares com
acidentes para cada participante pelos dias do treinamento.
P.: Um treinamento de sobrevivência deve ser muito
puxado. Será que vou dar conta?
R.: Se é um treinamento,
então não é um teste e nem uma missão militar. O treinamento é bastante
tranqüilo e é voltado para pessoas leigas, não para especialistas. Você
não estará lá para ser posto à prova e nem para competir, mas para
aprender. Todas as atividades são orientadas e acompanhadas por
instrutores experientes que dão instrução o tempo todo. Uma
oportunidade única para muitos. Os instrutores do treinamento em selva
são militares com anos de experiência nas forças armadas e corpo de
bombeiros.
P.: O que é
mais importante numa situação de sobrevivência? A força, a sabedoria ou
o conhecimento?
R.: "Mais
poder tem o sábio do que o forte, e o homem de conhecimento mais do que
o robusto. Com medidas de prudência farás a guerra, na multidão de
conselheiros está A VITÓRIA" (Provérbios 24:5-6)
P.: No local dos treinamentos há transmissão de sinal
para celular?
R.: Sim, há várias antenas
na região e os telefones celulares recebem sinal normalmente. Também há
telefones públicos próximos aos locais de treinamento.
P.: Porque tanta teoria se sobrevivência é algo tão
prático?
R.: Como disse Albert
Einstein, "a curiosidade é mais importante do que o conhecimento", mas
dependendo da situação, pode ser mais perigosa. Quanto mais
conhecimento, mais vida. Como disse Leonardo da Vinci, "quem pensa
pouco erra muito". As pessoas só vêem aquilo que estão preparadas para
ver. A maioria dos bons cursos existentes em todas as áreas do
conhecimento tem bastante doutrina. A maior parte da ciência de
sobrevivência está na parte teórica do curso e muitas atividades são
inviáveis de serem praticadas em um curso compacto. O deslocamento para
regiões remotas nos tomaria muito tempo e envolveria muitos custos e
riscos extras, e não precisamos correr riscos para saber enfrentá-los.
O conhecimento dirige a prática; no entanto, a prática aumenta o
conhecimento. O treinamento prático aumenta a fixação do aprendizado.
P.: O curso SANH é de nível básico, intermediário ou
avançado?
R.: Nível intermediário.
Um curso avançado teria uma duração bem maior, envolveria atividades
muito mais arriscadas e teria um custo muito maior. Existe o projeto do
curso avançado aguardando investimento ou patrocínio.
P.:
Onde e como
são realizados o curso e o treinamento de sobrevivência?
R.:
Os cursos e treinamentos de sobrevivência podem ser realizados em
qualquer região do Brasil.
A infra-estrutura necessária para as aulas teóricas é uma sala de aula
com a capacidade e número de lugares compatíveis com o tamanho da turma
e adequada para projeção em parede ou telão.
Quanto ao local escolhido para o treinamento prático, o ideal é que
tenha uma mata fechada, fonte abundante de água como lagoa ou rio, área
seca e área pantanosa, relevo com áreas planas e áreas acidentadas.
Quanto maior a diversidade de ambientes, maiores as opções de
experiências e atividades práticas.
Em Belo Horizonte, Contagem, Mateus Leme e Macacos - MG, já temos
locais definidos para realização do curso e do treinamento prático. Em
qualquer lugar, a realização dos cursos está condicionada à existência
ou montagem de turmas. O ideal é que a turma tenha entre 20 e 50
alunos. Consulte-nos sobre outros locais e quantidades.
P.: Porque alguém pagaria para passar fome no meio do
mato?
R.: No treinamento prático,
ninguém fica um único dia sem comer e sem beber. Só se quiser mesmo.
Por outro lado, se tivesse um banquete não seria treinamento de
sobrevivência. Se alguém preferir, pode ir sozinho e de graça para o
mato por conta própria e fazer um pic-nic. Depois nos conte o que
aprendeu.
P.: Quais são os requisitos para participar do
treinamento?
R.: Idade mínima de 18 anos,
nível de instrução: primeiro grau completo, apresentação dos
documentos, pagamento, observação das normas, e
bastante disposição para aprender.
P.: Como conciliar as práticas necessárias à
sobrevivência com as normas de preservação ambiental?
R.:
As práticas necessárias à sobrevivência ao
ar livre não são direcionadas contra o meio ambiente, mas a favor do
sobrevivente. Atentos às políticas públicas de conduta consciente,
evitamos deixar rastros. Educação ambiental também é uma questão de
sobrevivência. "Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para
nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para
o nosso planeta?" Não treinamos em parques, áreas proibidas, áreas de
preservação, etc. Não levamos florzinhas e pedrinhas para casa, nem
matamos os animais silvestres. Treinamos poucos dias por ano em
propriedades particulares onde o impacto ambiental é mínimo.
Enquanto isso, abusos
desmedidos e disparados são cometidos pelo mundo afora: grandes
madeireiras e mineradoras estão à solta por aí, devastando,
diariamente, muitos kilômetros quadrados; Navios baleeiros
superlotados, pescando até quase afundar, petroleiros vazando óleo,
navios cruzeiros despejando, nos oceanos, 13 toneladas de lixo por
minuto; No mar, mais de 11.000 tubarões são mortos por hora, mais de
100.000.000 por ano; Indústrias poluindo para baixo e para cima, ou
seja, os rios e a atmosfera, e milhares de rios ainda recebem esgoto
doméstico perenemente; O
tráfico de animais silvestres e a biopirataria continuam dizimando
sem piedade nossa flora e fauna; Países em guerra em nome da paz,
jogando 100.000 bombas por dia só porque não conseguem jogar mais, como
se estivessem cheios de razão. E tudo isso acaba em pizza, já sabemos.
P.: Há necessidade de tomar alguma vacina antes?
R.: A vacina mais
recomendada como prevenção para qualquer atividade ao ar livre é a
antitetânica, pois o tétano pode ser contraído em qualquer ambiente. A
vacina contra a febre amarela também é requerida para algumas regiões
do Brasil. Recentemente ocorreram novos casos da doença em Goiás e
Minas Gerais. É importante observar que vacinas requerem um prazo de
antecedência para fazer efeito. Na parte teórica do curso também
ensinamos como fortalecer bastante o sistema imunológico.
P.: Sou vegetariano. Vou ter mesmo que comer carne?
R.: Não. Alimentos de origem
vegetal serão providenciados para todos no momento apropriado.
P.: E à noite, enquanto todos estiverem dormindo, o que
pode acontecer?
R.: À noite, pelo menos duas
sentinelas ficam sempre acordadas, revezando-se com os colegas. As
sentinelas têm a função de manter a fogueira acesa repondo a lenha e
controlando-a para não se alastrar, além de vigiar o acampamento,
observando se há aproximação de animais ou pessoas estranhas.
P.: Quais são as normas de segurança adotadas no
treinamento?
R.:
-
Usar roupas apropriadas, calça comprida
e blusa de manga comprida, boné, calçado resistente com travas no
solado;
-
Usar um bom repelente todo o tempo e
protetor solar durante o dia;
-
Ninguém deve sair sozinho sem
autorização do instrutor e nem ficar ou andar sozinho pelo mato;
-
Não enfiar a mão em buracos no chão ou
tocas e nem em ocos de árvores;
-
É proibido o uso de drogas e bebida
alcoólica durante o treinamento;
-
Fumantes devem se apresentar ao
instrutor antes do treinamento informando quantos cigarros estão
portando a fim de prestar conta das guimbas no final do treinamento,
pois nenhuma poderá ser deixada no local. É proibido fumar dentro da
barraca, nos alojamentos e refeitórios e dentro da sala de aula.
Converse com o instrutor a respeito dos locais e horários permitidos.
De preferência, use o bom senso e não fume;
-
Não entrar na água com correnteza e não
entrar em água parada com profundidade acima da cintura sem o colete
salva-vidas;
-
Não tomar água de fontes desconhecidas
ou duvidosas;
-
Não comer frutos e outros vegetais sem
antes seguir as regras alimentares sob orientação do instrutor;
-
Não fazer fogueiras grandes ou
espalhadas na mata e limpar o chão ao redor antes. Ao apagar a
fogueira, fazer o rescaldo;
-
Participar do revezamento de sentinelas
à noite;
-
Atividades de montanhismo com cordas
somente com EPI;
P.: Qual a diferença desse curso para os treinamentos
militares de sobrevivência?
R.:
Há muitas diferenças. Os treinamentos
militares de sobrevivência dados para militares das forças armadas
seguem normas militares, hierarquia, usam equipamentos militares e são
voltados para um grupo homogêneo (todos homens, jovens, fardados),
orientados para o cumprimento de missões de guerra e formação do
combatente. Os treinamentos militares de sobrevivência dados para civis
são meramente experiências práticas na selva e os alunos não recebem
aula teórica. Além de tudo, os militares adotam a estratégia de
resguardar a superioridade do conhecimento deles sobre os civis em
assuntos militares.
No nosso treinamento
você aprende também na teoria. Fisiologia da sobrevivência, os limites
do corpo, vestuário / tecidos, roupas e calçados especiais, etc. O
curso SANH para civis é bem diferente, sem neurose nem tortura(1).
Aqui os direitos humanos são respeitados.
P.:
As forças armadas não implicam com a proliferação de cursos de
sobrevivência?
Lógico que não. Isso
não faz sentido. Nosso trabalho não tem nada a ver com as forças
armadas. A luta pela sobrevivência é um direito natural de todo ser
vivo, que o defende por instinto e é também um direito positivo dos
seres humanos, ratificado pelo art. 3º da Declaração Universal dos
Direitos Humanos(4) e no Brasil, pela Constituição(2).
O Código Penal Brasileiro também protege a vida humana antes de
qualquer outro bem.
Qualquer assunto pode
ser objeto de estudo(3). Sobrevivência não é assunto
exclusivamente militar, é assunto de interesse geral da população. O
que acontece é que os militares, responsáveis por nossa segurança, têm
mais consciência do valor da cultura da sobrevivência, enquanto os
civis em geral se alienaram dessas questões.
O que a Constituição
brasileira proíbe é a associação de caráter paramilitar(5).
O decreto nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008, lança nova
Estratégia Nacional de Defesa, prevê a instituição do Serviço Civil em
amplas proporções complementarmente ao serviço militar obrigatório,
propõe modificação da Lei do Sistema Nacional de Mobilização, prevê o
restabelecimento da tradição dos Tiros de Guerra nas prefeituras, e dá
outras providências.
"Um interesse estratégico do Estado é a formação de
especialistas civis em assuntos de defesa. O Brasil entenderá, em todo
o momento, que sua defesa depende do potencial de mobilizar recursos
humanos e materiais em grande escala, muito além do efetivo das suas
Forças Armadas em tempo de paz."
Constituição da
República Federativa do Brasil
Art. 5o. Todos são
iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade
do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:
(1)
III
- ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou
degradante;
(3)
IX -
é livre a expressão da atividade intelectual, artística,
científica e de comunicação, independentemente de censura ou
licença;
(3)
XIII
- é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou
profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei
estabelecer;
(3)
XIV
- é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o
sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;
XVI - todos podem
reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público,
independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião
anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio
aviso à autoridade competente;
(5)
XVII
- é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de
caráter paramilitar;
Declaração universal
dos direitos humanos
(4) Art. 3º) Todo o homem
tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
P.: Quais são as origens dessa cultura (ou da falta
dela)?
R.: Desde que o caçador Ninrode, o
primeiro homem a ser poderoso na terra, propôs a criação da Babel e das
cidades fortificadas, a atenção da humanidade foi desviada para o
progresso da civilização e da cultura do conforto que nos dispensa da
necessidade de domínio direto das técnicas primitivas de sobrevivência.
(Gen. 10:8) O mundo civilizado nos estende um tapete
vermelho que nos leva ao consumo de soluções prontas de especialistas,
ao mesmo tempo que encobre os desafios da sobrevivência em ambiente
selvagem. Somos a espécie mais criada em “cativeiro” que já existiu.
Por isso vemos tanta dificuldade em retornar à vida ao ar livre. Isso
não se deve à falta de defesas naturais em nosso corpo, já que a
humanidade tem suas origens em um ambiente completamente selvagem e
isso não a impediu de prosperar enquanto se multiplicava.
O desenvolvimento da
ciência, da engenharia, dos meios de transporte, das telecomunicações e
do comércio tornaram a vida nas grandes cidades tão mais fácil, que a
maioria das pessoas se acomodou ao novo estilo de vida aplicando a lei
do menor esforço. Todo esforço extra é proporcional à motivação, à
necessidade, à recompensa e ao risco. É muito mais fácil receber água
tratada e encanada, energia pela rede elétrica, recorrer a
especialistas quando necessário, pagar por produtos prontos no
supermercado, etc. A humanidade se apegou às facilidades da vida
moderna de tal forma que não dispensa mais o conforto. Aqui cabe uma
pergunta. Até quando essa bolha artificial de sobrevivência civilizada
vai agüentar? Até quando vamos ficar dentro dela? O meio ambiente já
vem dando sinais progressivos de um grande colapso há muito tempo.
Enquanto isso as nações guerreiras estocam suas armas e ensaiam o
Armageddon. Estamos preparados para viver sem todo esse conforto ao
qual fomos acostumados? Se não eventualmente, muito menos
definitivamente. Estamos preparados para a terceira guerra mundial e
o cumprimento do apocalipse? Não precisamos esperar acontecer. Muitos
já recorrem à salvação divina pela fé - com certeza, a única solução
definitiva, mas até mesmo a missão de
pregar o evangelho cumprindo o IDE é um árduo e estreito caminho.
Muitos missionários se sentiriam muito
mais à vontade em trabalho de campo se tivessem conhecimentos de
Sobrevivência. Diante desse cenário não é demais investirmos em
prevenção. Afinal, já que o resgate não será para todos, o que é
melhor? Ter habilidades ou não ter? Estar em forma ou não estar? Saber
o que fazer em uma emergência ou não saber? ...
No mundo ocidental atualmente, os
britânicos e os americanos são o povo que tem mais tradição e cultura
em expedições e técnicas de sobrevivência em ambientes naturais. As
forças armadas americanas e de outros povos que participaram de muitas
guerras também acumularam bastante experiência nesse assunto. No
oriente, os Japoneses têm o corpo de bombeiros mais bem treinado do
mundo.
Sabemos que o Reino
Unido foi o país que provavelmente mais se beneficiou de suas
explorações no período colonial e até hoje colhe os frutos de sua
vanguarda. O pioneirismo de seus desbravadores os levou e até hoje tem
levado a toda a parte do mundo por todo o tipo de terreno. Também é
evidente a superioridade econômica de suas eis colônias se comparada à
de eis colônias de outras nações colonizadoras, e essa liderança se
deve em grande parte à cultura herdada dos ingleses. O Reino Unido é um
país onde as pessoas estão constantemente buscando superar os limites
impostos pelo meio ambiente, e eles são tão bons nisso que grande parte
dos recordes do Guinness book é britânica (RU). Seu notório
envolvimento racional e tecnológico com o meio ambiente lhes rendeu
muitas empresas e organizações de repercussão mundial. As empresas
responsáveis pelos programas de TV dos canais Discovery, a National
Geographic e a BBC, líderes mundiais em disseminação de cultura
ambiental, são britânicas. A empresa Land Rover, tradicional montadora
de veículos fora de estrada foi criada pelos britânicos. As empresas
britânicas dos ramos de navegação e aviação estão dentre as maiores e
melhores do mundo. O movimento escoteiro foi criado pelo inglês Baden
Powel, nascido em Londres em 1857. A série de filmes do 007, exageros à
parte, também revela a preocupação britânica em se dar bem em qualquer
ambiente. Os ingleses deixaram sua marca por todo o mundo ocidental e
oriental porque eles foram até onde os outros não foram, ou porque
foram mais bem preparados, em melhores condições. Eles têm sido um povo
ousado. Onde houver homens transpondo barreiras geográficas e
ambientais, sempre tem um britânico no meio. No pico do Everest, nas
ilhas mais remotas, no espaço, no fundo do mar, nos mais áridos
desertos. Eles sempre estão lá. Por isso entendemos o quão importante é
a cultura da sobrevivência.
Dentre os principais
serviços especiais militares mais bem treinados em sobrevivência no
mundo, se destacam os SAS (Special Air Service) britânico, o U.S.
Navy’s SERE (Survival, Evasion, Resistence, Escape), SEALS (Sea, Air,
Land Service), Comando Delta - US Army, Rangers, Boinas Verdes e
Marines americanos, o Ghurka nepalês, o CIGS (Centro de Instrução de
Guerra na Selva) brasileiro, Forças Especiais Brasileiras, etc.
P.:
Se a Cultura da Sobrevivência é tão importante para a humanidade,
porque não é mais divulgada?
R.:
A
questão da divulgação da cultura da sobrevivência tem a ver com o modus
vivendi de cada sociedade, com disputas de poder, com a história de
cada povo, com a geografia de onde vivemos, com as leis de mercado, e
com o ordenamento jurídico vigente. Talvez a questão mais intrigante e
determinante para uma boa divulgação da cultura da sobrevivência seja a
das leis de mercado. Os pratos da balança são bem conhecidos: oferta e
demanda. Cientistas do Marketing já comprovaram muitas vezes que quando
uma necessidade não existe, ela pode ser gerada. Quando a demanda por
um determinado produto não existe, ela pode ser induzida pela oferta.
Quando não há argumentos suficientes para o apelo racional, o socorro
vem do apelo emocional. Os comerciais de TV ilustram muito bem essas
afirmações. E quando não há verba suficiente para remunerar os veículos
de comunicação, o marketing boca a boca é a solução ao alcance. Como a
palavra “Sobrevivência”, para a maioria das pessoas ainda assusta mais
do que atrai, há um longo caminho a ser percorrido, até que algum
visionário e afortunado patrocinador se interesse pela causa e resolva
colaborar, dando um novo impulso e valorização à classe, investindo
capital e promovendo a divulgação de massa da cultura da sobrevivência.
Então a humanidade será servida com um banquete da mais proveitosa das
ciências, aquela sem a qual as outras não existiriam para nós, ou nós
não existiríamos para ela: a Cultura da Sobrevivência.
Veja
abaixo como você pode nos ajudar
Mantenedores –
Pessoas Físicas ou Jurídicas que contribuem com o custeio total ou
parcial do curso de extensão para algum(ns) aluno(s)
Apoio – O
apoio de diferentes fontes através do fornecimento de recursos
materiais, da cessão gratuita de espaço físico, equipamentos, bens e
produtos será muito bem-vindo e reconhecido.
Apoio
institucional -
Empresas que compartilham nossos ideais referendando nosso trabalho
através de sua marca.
Patrocínio -
Pessoa Física ou Jurídica que contribui com doações financeiras através
da aquisição de cotas em projetos.
Parceiros -
Pessoas Físicas ou Jurídicas com atuação conjunta e participativa em
ações efetivas, campanhas ou projetos.
Colaboradores
-
Pessoas Físicas ou Jurídicas de diferentes áreas de atuação que colocam
seu talento gratuitamente a serviço de nossos objetivos.
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proibida a cópia ou reprodução dos textos acima sem a autorização do
autor.
Lúcio A.
Resende Jr.
Coordenador
do Curso SANH – Sobrevivência em Ambientes Naturais Hostis
Tel.:
(31) 3373-0973 & 9109-0014 airotiva@hotmail.com -
www.avitoria.com
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