|
|
Sobrevivência na Selva -
As dificuldades na selva equatorial são extremas:
o isolamento, os grossos pingos de água que caem das copas das
árvores, o zumbido e as picadas constantes e incômodas dos
insetos, os animais selvagens, a terra molhada coberta de folhas
e troncos de árvores mortos que dificultam a locomoção, a
elevada umidade atmosférica onde se proliferam inúmeras doenças
tropicais, enfim, a morte muito próxima em todas as situações,
havendo, ainda, a quase impossibilidade do estabelecimento de um
sistema de comunicações. |
|
Sobrevivência no
Deserto – “A maioria das
pessoas desconhece como é difícil sobreviver no deserto”, explica Amado Marcelo
Coelho, da Cruz Vermelha Mexicana, da unidade móvel baseada na cidade de Altar,
México. “A temperatura faz com que tudo fique ainda pior entre os meses de abril
e agosto, época do verão”, diz o policial Andy Adame. É o pior dos mundos: dias
terrivelmente quentes e noites horrivelmente frias. “Vi mães dolorosamente
agarradas a seus filhos, ambos mortos pelo frio”, conta Adame. O paramédico
Coelho afirma que um dos maiores problemas dos que se aventuram à travessia é a
desidratação. “É comum encontrarmos pessoas que perdem o raciocínio por completo
por causa da sede. Elas escavam a terra com as mãos à procura de água ou tentam
esfriar o cérebro enfiando a cabeça na terra”, diz Adame. “Quando identificamos
um grupo fazendo movimentos em círculos, é certo que ele está perto da morte”,
garante. -
Ver matéria completa
|

 |
|
Treinamento em Sobrevivência pode prevenir o alto
custo social das mortes prematuras por causas externas em situações
de risco.
Diplomas esquecidos e abandonados
É cada vez mais comum as pessoas cuidarem mais da
carreira profissional do que de si mesmas. Como conseqüência disso,
os diplomas estão durando muito mais do que seus titulares.
Poderíamos montar um imenso acervo de diplomas e certificados sem dono, deixados
para trás, esquecidos no tempo. E onde estão os seus ex-donos?
Muitos tiveram morte prematura, morreram antes da hora, ou seja,
morreram antes de atingir a idade prevista na expectativa de vida.
Um diploma, por mais importante que seja, só tem valor se o dono
estiver vivo, já que é um documento nominal e intransferível. Nem
aos sucessores do falecido aproveita. Alguém poderia ainda
argumentar: mas um diploma pode valer um bom emprego, e um bom
emprego vai ajudar a pessoa a sobreviver. Sim, isso é óbvio,
principalmente para quem é empregado, mas também é óbvio que se a
pessoa não se cuidar e morrer, ou morrer por outra causa qualquer,
tudo o que a pessoa planejou ou conquistou perde o sentido para ela
imediatamente. Ou seja, sobrevivência é
muito mais do que ter uma profissão, pois se você não sobreviver,
não terá profissão nenhuma. E como diz o ditado, mais
vale um cão vivo do que um leão morto. A supervalorização da
carreira profissional é uma resposta à competição social e à
crescente cobrança da nossa sociedade por produtos e serviços cada
vez melhores e mais complexos, conseqüência direta da multiplicação
do conhecimento.
A quase
totalidade das empresas e organizações hoje em dia, se treina seus
funcionários e colaboradores, é para o desempenho da função laboral.
Esse investimento, sem dúvida nenhuma, é muito importante para a
instituição, mas há um risco inerente. O funcionário que recebeu
todo o treinamento e ganhou experiência com o tempo, pode morrer a
qualquer momento. A morte é inevitável, mas será se é inadiável?
Nossa rotina de vida não consiste em adiar a morte? Então porque
tantas pessoas têm morte tão prematura? Onde estamos falhando?
Obviamente nesse modelo de treinamento que prioriza o trabalho,
tornando os indivíduos descartáveis.
Treinamento em Sobrevivência pode prevenir o alto
custo social das evitáveis mortes prematuras por causas externas em
situações de risco.
Normalmente, quando uma pessoa morre de velhice, ela
já teve tempo suficiente para criar sua descendência até a idade
adulta, planejar e preparar sua sucessão hereditária ou na empresa,
teve tempo de quitar financiamentos mais antigos de carro e casa
própria, tocar uma obra até seu previsto fim, etc. Não há surpresa
na morte por velhice. A morte prematura, de outro modo, representa
um abrupto rompimento no ciclo de vida das pessoas, famílias,
empresas, enfim, em uma sociedade inteira.
O prejuízo resultante das mortes prematuras atinge
muito mais do que os recursos humanos da organização. A morte ou
afastamento de um líder, muitas vezes dispersa ou desorganiza o
grupo liderado. Muitos cientistas e inventores morrem antes de
publicar suas descobertas ou antes de concluir a elaboração de seus
projetos.
Grandes segredos são enterrados junto com os mortos.
Muitas informações valiosas para a humanidade foram perdidas dessa
forma. Muitas carreiras promissoras são interrompidas na sua fase
mais produtiva. A morte ou invalidez temporária ou permanente de
funcionários traz grandes prejuízos para as empresas, como novas
contratações, longos períodos de reabilitação física e psicológica
dos traumatizados e treinamento de novos funcionários e perda de
informações valiosas, atrasos na entrega de serviços, caras multas
contratuais e trabalhistas, etc. Se a morte ocorre por acidente de
trabalho, o que muda são algumas implicações legais, mas se for por
outra causa, as outras conseqüências serão basicamente as mesmas.
"A
morte e a deficiência física têm sérias implicações para as vítimas,
suas famílias e outros dependentes: redução da qualidade de vida,
sofrimento e pobreza. Em termos econômicos, os custos com cirurgia,
internamento prolongado e longa reabilitação das vítimas representam
dezenas de bilhões de dólares todos os anos", disse Gro Harlem
Brundtland, diretora-geral da OMS.
Diante desta constatação, fica evidente que a adoção
da cultura da sobrevivência, juntamente com a medicina, a gerontologia e a
segurança do trabalho, podem evitar grandes prejuízos para qualquer
sociedade.
®
Direitos reservados. Proibida a
reprodução total ou parcial sem a autorização do autor.
Lúcio A. Resende Jr.
Coordenador do Curso SANH – Sobrevivência em Ambientes Naturais
Hostis
Tel.: (31) 3373-0973 & 9109-0014
airotiva@hotmail.com
-
www.avitoria.com
|